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Família Scotti “on the road”

Todo fim de ano, eu, marido e as crianças viajamos e passamos um tempo fora, em uma imersão familiar. Fazemos isso há seis anos. Dessa vez, resolvemos passar as festas aqui em Manaus e só viajar em janeiro. Foram vinte e cinco dias longe da rotina, longe de casa e perto de nós mesmos. Tivemos experiências incríveis, como viajar de trailer pela Califórnia, ficar hospedados na casa da família que fiz intercâmbio há vinte anos e conhecer um monte de lugares que tiraram nosso fôlego de tão bonitos. Fiz muitos vídeos no Instagram e muita gente achou o máximo a viagem; e eu concordo, foi mesmo o máximo. Mas não se enganem! Vinte e cinco dias de convivência diuturna tem seu lado B! Afinal, na vida real, há separação! Crianças vão para escola, pai e mãe vão para seus trabalhos, tem fim de semana que os meninos ficam na casa dos avós e nos dão uma folga. Mas nas férias, não há momento para respirar sozinha com seus botões e isso, em algum momento, faz muita falta. Por outro lado, é uma oportunidade única de conhecermos uns aos outros e a nós mesmos, já que lidamos com o nosso melhor e também com o nosso pior lado. É fácil ter paciência quando se passou 4h longe. Difícil é manter a paciência sem nunca sair de perto. Eu sempre digo que essa viagem acontece porque gosto de viver intensamente as emoções. Gosto de sair do campo confortável do dia a dia e me jogar em algo que sei ser desafio. Gosto de ver os dias se passarem e meus olhos poderem enxergar todo o crescimento emocional que meus filhos vão adquirindo ao longo da viagem. Gosto de poder saber tudo o que eles pensam sobre o que estão vendo e vivendo, coisa que não consigo no dia a dia, tendo em vista que trabalho fora e eles ficam na escola. Na vida real, ocorrem quebras e meus filhos, bem como eu e meu marido, não sabemos exatamente um do outro. Nas férias, meus olhos captam tudo o que eles fazem e vice-versa. É exaustivo, mas faço questão de repitir todo ano. E quero poder repetir por todos os anos até que eles mesmos me digam que não querem mais…rsrsrsrsrsrsrsrs. Em uma das cidades, encontramos um casal de brasileiros que viajavam com os dois filhos já quase adultos e vi ali o meu futuro. A mãe olhou para os meus e disse: “que saudade dessa fase! Mas, olha, eles vão continuar a te demandar. Hoje, meu filho de 20 anos gritou mããããããe, só você consegue achar as minhas meias…” eu ri e falei que acreditava. Muito bem disse Mário Quintana, “viajar é trocar a roupa da alma”…eu tenho a oportunidade de fazer isso todo fim ou início de ano e posso dizer que é uma experiência insubstituível.

P.S.: Viajar de trailer é uma troca de alma à parte. Se você teme, não tema! Com planejamento, afirmo ser uma viagem inesquecível!

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